Nilo Thiago | Publicitário, diretor de arte com experiência em mídias on e off-line, atualmente na Bora Comunicação, Natal/RN.

God Save Ferris

Filosofia Buelleriana - I
Filosofia Buelleriana - II
Filosofia Buelleriana - III
Filosofia Buelleriana - IV
Filosofia Buelleriana - V

Se eu não compro, eu não vendo.
De um vendedor ambulante argentino.

A paixão adolescente, desobrigada de questões como contas do mês, comprar ou alugar casa, trocar ou não de carro ou mesmo se é cedo ou tarde demais pra ter um filho, marca, deixa um lastro de melancolia, de saudades da ingenuidade, de não de ter que fazer algo, de gostar sem porém, contra tudo e contra todos. Sendo tudo a falta de grana ou transporte pra sair ou lugar pra consumar o amor e todos, as famílias, gaviões e sirigaitas, todos sabotadores às suas maneiras.”

Do Nicolas Vargas, no UOD.

Uma hora por segundo no Youtube

E você já viu, por acaso, o tamanho da Austrália?

Referência para soluções urbanas no mundo inteiro, bem aqui, no Brasil: Curitiba. 

O maior show que eu nunca fui na vida. 

Se Deus fosse botar um piercing, botaria no Recife.

Do Xico Sá.

Antes de tudo um alerta, inclusive para os recifenses mais jovens: o certo é O Recife, no Recife. Dizer em Recife é o mesmo que dizer em Bahia, em Rio. Pra gente soa um desastre. E é errado. Por favor, Folha de S.Paulo e toda mída sudestina.

Amar mulheres muitas, amar cidades só uma: Recife. Disse certa vez o poeta e tradutor alagoano Lêdo (Engano) Ivo, como chamamos no trocadilhismo bêbado.

Assim como sempre amei mais do que uma mulher, amo mais de uma cidade. Nenhuma, porém, amo mais que o Recife.

Agora um pequeno e desnecessário  esclarecimento: sou dos recifenses nascido no Ceará, como Miguel Arraes, dom Helder e etc. Tô fraco de companhias, sorry.

Mais precisamente no Cariri.

Óbvio que amo o meu Crato, onde só nasci nem nunca morei. Óbvio que amo Santana, a maior reserva de fósseis de pterossauros gigantes do planeta, onde vivi a infância –Sítio das Cobras, perto de Aratama, Assaré, que luxo da gota serena.

Juazeiro foi amor de muito. Até os 15, 16, quando peguei o bacurau Princesa do Agreste que mudaria minha vida.

Família metade pernambucana, metade cearense, arrecifes pedrifiquei-me.

Cá me encontro. Sem vontade alguma de comentar nada do mundo. Sem aquela velha opinião formada sobre tudo.

Apenas querendo dizer que amo até o cheiro desses bueiros apodrecidos do velho Recife Assombrado.

Que amo como o boi que avoa do conde Maurício.

Cá me encontro. Com vontade de apenas dizer que sinto sim saudades grandes de SP, a generosa SP dos tempos pré-Kassab.

SP com luminosos tal Tóquio. A beleza-mor. Kaos. Loviu Liberdade e todas as minhas concubinas e augustas putanas.

Com o Recife, porém, ninguém compete. Recife melhor que Paris, como disse o amigo Mario Hélio no seu livro.

Se Deus fosse botar um piercing, como eu escrevi pro filme “Conceição”,  do estimado Heitor Dhalia, botaria no Recife.

Aqui é o umbigo do mundo. Mesmo.

Recife, desculpaí seu Bandeira, Recife com arroz e com o neto de Arraes.

Evoco-te invocada cidade, evocações.

Recife com ou sem prefeito. Bom de todo jeito.

Hellcife.

Nessa tarde da rua da Aurora, a mais bonita do mundo segundo Gilberto Freyre, as morenas ficam mais lindas.

Avisto daqui da janela a mais bela das comerciárias.

Jambo-girl?

Não.

Morena caldo-de-feijão-vermelho. Foi meu amigo Duncan Lindsay, from Garanhuns/New York, que me ensinou a catalogar os 17 tipos de morenas do Nordeste brasileiro.

Foi.

Eu lambi o umbigo do mundo, caro Cícero Dias, e ele se derretia nesta tarde com tuas cores, mangas, e pronto. 
sabrinabzr:

aquarela e nankin. 

sabrinabzr:

aquarela e nankin. 

Filme redondinho.